Uma reportagem do jornal A Tribuna voltou a colocar o dedo na ferida do setor: o baixo número de profissionais qualificados está afetando a Marinha Mercante no Brasil. Enquanto armadores, empresas de apoio marítimo e operadoras offshore ampliam frota e contratos, falta gente habilitada para embarcar.
Para quem está de fora olhando a carreira aquaviária, essa notícia significa uma coisa só: a demanda existe e a concorrência qualificada é menor do que parece. O gargalo não é falta de vaga. É falta de candidato com documentação e curso oficial em dia.
Por que faltam profissionais no setor
Ninguém embarca em navio mercante ou plataforma sem passar pelo funil oficial. A Marinha do Brasil é a autoridade que forma e registra o aquaviário, e esse processo tem tempo, calendário e vagas limitadas por turma. Os principais motivos do déficit são:
- Desconhecimento — a maioria das pessoas não sabe que existe uma formação gratuita para trabalhar embarcado.
- Renovação da frota — apoio marítimo, cabotagem e offshore cresceram e puxaram a demanda por tripulação.
- Aposentadoria e saída de veteranos — muitos oficiais e subalternos experientes deixaram o mar nos últimos anos.
- Candidato sem habilitação — gente interessada existe, mas sem CIR, sem CBSP e sem curso de formação o currículo simplesmente não passa na triagem.
Quais cargos embarcados estão com mais demanda
O déficit não é uniforme. As áreas que mais absorvem gente nova hoje são:
- Convés — Marinheiro de Convés, Moço de Convés e, na sequência de carreira, Contramestre.
- Máquinas — Marinheiro de Máquinas e Moço de Máquinas, com forte procura em embarcações de apoio.
- Câmara — Cozinheiro, Taifeiro e Auxiliar de Saúde, funções que muita gente ignora e que embarcam constantemente.
- Oficiais — Oficiais de Náutica e de Máquinas, onde o déficit é mais crônico por exigir formação mais longa.
Vale registrar: os cargos de entrada (Moço de Convés, Moço de Máquinas, Taifeiro) são exatamente onde o candidato sem experiência prévia consegue começar.
Requisitos para ocupar essas vagas
Independentemente da empresa contratante, o pacote básico é o mesmo:
- Idade mínima de 18 anos na data do embarque;
- Escolaridade conforme a categoria (fundamental completo para vários cargos de entrada, médio completo para outros);
- Curso de formação da Marinha — CFAQ ou CAAQ, conforme o cargo;
- Atestado de saúde do aquaviário em dia;
- Cursos de segurança STCW — CBSP e, para offshore, HUET;
- Caderneta de Inscrição e Registro (CIR) emitida.
Quem tem esses itens não disputa vaga com milhares de pessoas. Disputa com um grupo pequeno — e é aí que mora a oportunidade descrita na reportagem.
Como se candidatar (passo a passo)
- 1. Consulte o PREPOM do ano. O Programa de Ensino Profissional Marítimo publica o Anexo A com todos os cursos, cargos, pré-requisitos e cidades.
- 2. Escolha a categoria certa. Convés, máquinas ou câmara — decida antes de se inscrever, porque isso define sua carreira.
- 3. Faça a inscrição e emita a GRU. A taxa é baixa; o curso em si é gratuito.
- 4. Estude para a prova e passe. As vagas por turma são limitadas — classificação importa.
- 5. Conclua o curso, tire a CIR e os cursos STCW.
- 6. Só então distribua currículo para armadores, empresas de apoio marítimo, agências de tripulação e operadoras offshore.
O que o PREPOM e o NavegaGuia te dão para essas vagas
O PREPOM é a porta de entrada oficial e gratuita para a carreira aquaviária no Brasil. É por ele que a Marinha forma o profissional que hoje está em falta no mercado. Não existe atalho: sem esse curso, o currículo não é sequer analisado pelas empresas.
O problema é que o edital é técnico, o Anexo A confunde, os prazos são curtos e um erro simples na inscrição gera indeferimento. É exatamente esse trecho do caminho que o NavegaGuia resolve — mostrando qual categoria escolher, como ler o edital, como emitir a GRU sem errar e o que estudar para a prova.
O mercado está pedindo gente. Você tem a habilitação?
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